segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Nostalgia...

Primeiro do mundo, metrô de Londres faz 150 anos e reativa maria-fumaça
 
Por: BERNARDO MELLO FRANCO
 
Teve discurso, banda de música e até um banquete subterrâneo para 700 pessoas. Foi com pompa e circunstância que Londres inaugurou, em 9 de janeiro de 1863, o primeiro metrô do mundo.
 
A curiosidade para testar a nova invenção era tão grande que a viagem planejada para durar 18 minutos se estendeu por duas horas e meia.
 
Os convidados, quase todos homens de fraque e cartola, queriam conhecer os detalhes de cada estação para contar aos amigos até o dia seguinte, quando o serviço seria aberto aos plebeus.
 
Para um povo que adora efemérides, os 150 anos do metrô de Londres serão um prato -ou um vagão- cheio.
 
Os ingleses já começaram a festejar a data com selos comemorativos, livros, exposições e, claro, muitas lembranças para os turistas.
 
A programação incluirá até uma viagem retrô numa maria-fumaça de 1898, restaurada pelo museu de transportes da cidade. Os ingressos já foram vendidos; os mais caros, a £ 180 (cerca de R$ 605).
 
Paul Curtis/Reuters
Trem restaurado na estação de Baker Street, para os festejos dos 150 anos do metrô
Trem restaurado na estação de Baker Street, para os festejos dos 150 anos do metrô
 
Quem investiu tanto dinheiro viajará num típico trem a vapor do século 19, enfumaçado e barulhento, mas com os trilhos colocados embaixo da terra. A solução foi bolada para driblar o engarrafamento de charretes e bondes puxados a cavalo e ligar estações ferroviárias à City, o centro nervoso de Londres.
 
Na época da inauguração, a capital do império britânico era a cidade mais populosa do mundo, com quase 3 milhões de habitantes.
 
O "tube" original refletia as divisões da sociedade vitoriana. Os passageiros viajavam separados em vagões de primeira, segunda e terceira classes. Aos poucos, o serviço se tornaria mais democrático e moderno. Vieram avanços como trens movidos a eletricidade (1890), escadas rolantes nas estações (1911) e portas automáticas (1923).
 
Na segunda guerra mundial (1939-1945), os túneis viraram abrigo antiaéreo para proteger a população de bombas da Alemanha nazista.
 
Mesmo assim, em 10 de maio de 1941, os nazistas o atingiram em 20 pontos, num ataque noturno que matou 1.500 londrinos.
 
Editoria de Arte/Folhapress


 
O heroísmo do período está bem documentado em "How the Tube Shaped London" [Allen Lane, 286 págs, R$ 84], lançado pelo aniversário. O livro lembra outras tragédias como o acidente de 1975 em Mooregate (43 mortos), e os atentados terroristas de 2005, que deixaram 52 mortos e mais de 700 feridos. Em 2005 o metrô voltaria a ser notícia quando o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto por engano pela polícia em uma estação.
 
Apesar dos traumas, os londrinos aprenderam a se orgulhar de seu "underground", de dar inveja a qualquer cidade brasileira. A rede leva 1,1 bilhão de passageiros por ano. São 11 linhas e 402 km de trilhos, quase o trajeto Rio-São Paulo.
 
O metrô é onde Londres se revela mais multicultural, com gente de todas as línguas e etnias. O clima de Torre de Babel só não é maior porque os passageiros dedicam cada vez mais tempo à companhia silenciosa de smartphones.
 
 
 
 
 
FRANCO, Bernardo Mello; Primeiro do mundo, metrô de Londres faz 150 anos e reativa maria-fumaça.DE LONDRES. Mundo. Disponível em

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Justa homenagem

Inventor do código de barras morre aos 91 anos nos EUA

 


 
IBM via The New York Times
Norman Joseph Woodland desenvolveu a ideia do código de barras desenhando linhas na areia
Norman Joseph Woodland desenvolveu a ideia do código de barras desenhando linhas na areia
 
Norman Joseph Woodland, um dos engenheiros responsáveis pela criação do código de barras, morreu no último domingo (9) em sua casa, em Edgewater, no Estado americanon de Nova Jersey, aos 91 anos. A morte foi confirmada por sua filha ao jornal New York Times.
 
Junto com o colega Bernard Silver, Woodland criou a tecnologia baseada em linhas estreitas que hoje é utilizada para identificar bilhões de produtos. A ideia foi desenvolvida em 1940 e patenteada alguns anos depois.
 
O engenheiro, que estava aposentado, nasceu em Atlantic City em 1921. Escoteiro, ele havia aprendido código morse, algo que seria decisivo para sua invenção.
 
Depois de se formar no Instituto de Tecnologia Drexel (atual Universidade Drexel), na Filadélfia, o engenheiro voltou à faculdade para fazer mestrado. Em 1949, um executivo de um supermercado local visitou o campus e implorou ao reitor que fosse criada uma forma eficiente de codificar as informações dos produtos comercializados.
 
Woodland, então, pensou que era preciso criar um código simples e logo imaginou uma adaptação gráfica do código morse. Ele estava na praia quando começou a desenhar linhas na areia com os dedos – assim surgiu o conceito que hoje é adotado no mundo todo.
 
Ambos patentearam a invenção em 1952. Mas o projeto ficou só no papel, já que exigia um equipamento de leitura muito caro para a época. Woodland e Silver venderam a patente para a Philco por US$ 15 mil – e esse foi o único dinheiro que a dupla obteve pela criação revolucionária.
 
Woodland trabalhava na IBM quando a patente expirou, em 1960. Ele permaneceu na empresa até sua aposentadoria, em 1987.
 
A escaneamento a laser e o advento dos microprocessadores tornou o código de barras viável e, nos anos de 1970, um colega da IBM, George Laurer, desenhou o retângulo branco e preto que hoje conhecemos, inspirado no modelo de Woodland e Silver. O método virou padrão na indústria americana por volta de 1973.
 
Woodland deixa a mulher, Jacqueline Blumberg, três filhos e uma neta.
 
 
 
 
 
UOL; Inventor do código de barras morre aos 91 anos nos EUA. Em São Paulo Ciência. Disponível em
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vamos participar desta...

Eletrônicos velhos são reciclados para projetos de inclusão social; saiba como ajudar



Por: YURI GONZAGA
 
A temporada de compras de fim de ano carrega consigo uma questão incômoda: o que fazer com os eletrônicos que serão substituídos?
 
É uma pergunta de 495 mil toneladas --esse é o peso total do lixo que o país deve gerar em 2012 pelo descarte de computadores, celulares, TVs e outros aparelhos pequenos.
 
Dados preliminares de um estudo encomendado pelo governo federal ao qual a Folha teve acesso mostram que esse número deve aumentar em 80% até 2016 --para 892 mil toneladas.
Quem quiser reduzir um pouco esse peso pode doar aquele PC velho e ainda ajudar um projeto social. Opções para isso não faltam.
 
Um exemplo recente é o C3RCO, parceria entre a Prefeitura de Osasco e a ONG Sampa.org. Iniciado no segundo semestre deste ano em Osasco, ele aproveita computadores doados e oferece formação técnica em informática a 60 jovens com idade de 16 a 21 anos e baixa renda familiar.
Além de oficinas culturais, que envolvem atividades de estudo de música, os alunos do projeto recebem uma bolsa de R$ 286 para fazer 16 horas semanais de aulas de
software e de montagem e manutenção de PCs.

 

Reciclagem de eletrônicos

 
Victor Moriyama/Folhapress
Jorge Trevisan, diretor da empresa TTI, doa seu computador, que é recolhido no bairro paulistano da Vila Prudente pela recicladora Vertas, situada em Mauá (SP)
 
As máquinas recondicionadas pelo projeto --que recolhe as doações nos bairros paulistanos limítrofes e nos municípios vizinhos-- são destinadas a salas de acesso gratuito da cidade.
"O que não é aproveitado é encaminhado a empresas recicladoras", diz Carlo Fabiano Leite, coordenador.
 
Para Edigelson Menezes Ferreira, 20, um dos alunos do C3RCO, as aulas serviram para canalizar um interesse antigo. "Eu já mexia em computadores, mas era de qualquer jeito. Agora quero abrir a minha própria empresa de reciclagem", diz.
 
Silva Junior/Folhapress
Edigelson de Menezes Ferreira, 20, na oficina de desmontagem do projeto C3RCO, que recondiciona PCs e os encaminha para salas de inclusão digital de Osasco (SP)
Edigelson de Menezes Ferreira, 20, na oficina de desmontagem do projeto C3RCO, que recondiciona PCs e os encaminha para salas de inclusão digital de Osasco (SP)
 
O C3RCO não é o único centro de reciclagem com preocupações sociais --há pelo menos dez projetos similares em São Paulo e região.
 
Um dos principais centros de recuperação de computadores da capital, a ONG Oxigênio tem uma proposta semelhante à do C3RCO, mas muito mais tempo de estrada e capacidade de recondicionar máquinas. Fundada em 1988, doou a Telecentros dos governos estadual e federal os 3.000 computadores que recuperou só em setembro.
 
Para comparar, o Cedir (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática) da USP, referência no Brasil, encaminha a projetos sociais e escolas públicas 200 computadores por ano. O centro, após período de reformas, volta a aceitar doações hoje.
 
A Abre (Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes) recebe qualquer tipo de eletrônico e envia os aparelhos que ainda funcionam a uma das 85 instituições sem fins lucrativos de seu cadastro. A associação também aceita equipamentos pifados --que são reciclados.
 
 
 
 
 
 
 
 
GONZAGA, Yuri; Eletrônicos velhos são reciclados para projetos de inclusão social; saiba como ajudar. COLABORAÇÃO PARA A FOLHA. Tec. Disponível em








 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Supremacia Google

Para sobreviver, sites adaptam-se às exigências do Google

Por: STEVE LOHR
CLAIRE CAIN MILLER
DO "NEW YORK TIMES"
 
Órgãos reguladores dos EUA e da Europa estão realizando uma investigação abrangente sobre o Google, o maior site de pesquisa e publicidade da internet. O relacionamento entre o Google e os sites da web, editores e anunciantes muitas vezes parece assimétrico, ou mesmo injusto.
 
"Estamos vivendo no mundo do Google", diz Jeffrey G. Katz, executivo-chefe da Wize Commerce, dona do site de comparação de preços Nextag.
 
Nos Estados Unidos, o Google detém 67% do mercado de buscas e fatura 75% dos anúncios em buscas. Ser grande não é crime, mas se uma empresa poderosa usa sua força no mercado para abafar a concorrência é uma infração da lei antitruste.
 
Em fevereiro, Katz ficou ansioso ao ver a diminuição do tráfego on-line do Nextag a partir do sistema de buscas do Google. Engenheiros e consultores se empenharam em descobrir se o problema era culpa do Nextag.
 
Daniel Rosenbaum/The New York Times
Ron Kahlow, diretor do Vote-USA.org, que descobriu por que o site perdia audiência vinda do Google
Ron Kahlow, diretor do Vote-USA.org, que descobriu por que o site estava perdendo audiência vinda do Google
 
Talvez alguma modificação inadvertida tivesse levado o algoritmo do Google a rebaixar o Nextag quando uma pessoa digitasse termos de busca relacionados a compras.
 
Mas os engenheiros concluíram que não. O tráfego originário do Google continuou declinando. A reação do Nextag? Dobrou seus gastos em publicidade paga nas buscas do Google nos últimos cinco meses.
 
A medida foi necessária para reter os compradores, diz Katz, porque estima-se que 60% do tráfego do Nextag venham do Google.
 
O Google forneceu e alimentou uma paisagem de oportunidades. Seu sistema gera US$ 80 bilhões por ano em receitas para 1,8 milhão de empresas, sites da web e organizações sem fins lucrativos só nos EUA, calcula a empresa.
 
Mas o gigante das buscas atraiu a atenção das autoridades antitruste ao avançar além de seu produto principal --pesquisas e publicidade em pesquisas--, para campos como comércio on-line e resenhas locais.
 
De fato, o governo americano lançou contra o Google a mais exaustiva investigação sobre uma grande corporação desde que examinou a Microsoft, no final dos anos 1990.
 
A Comissão Federal de Comércio recomendou a preparação de um processo antitruste contra o Google, segundo pessoas informadas sobre o inquérito, que falaram sob a condição de anonimato.
 
A questão antitruste é se o Google usa sua máquina de buscas para favorecer suas ofertas em relação às da concorrência. Isso também é tema de negociações com a União Europeia.
 
AJUSTES NO ALGORITMO
 
O Google está constantemente ajustando seu algoritmo de buscas, o software inteligente que determina a relevância, a classificação e a apresentação dos resultados das pesquisas, geralmente links para outros sites da web.
 
O Google há muito tempo afirma que seu algoritmo elimina sites de baixa qualidade. Mas esse algoritmo é secreto, e as mudanças podem deixar os sites em má situação.
 
A Vote-USA.org, grupo sem fins lucrativos fundado em 2003 que publica amostras gratuitas de votos, viu seu tráfego cair acentuadamente por volta de 2008, diz seu diretor, Ron Kahlow. O motivo: "Nós desaparecemos do Google".
 
Annie Tritt/The New York Times
Jeffrey Katz, presidente-executivo do Wize Commerce, que diz que boa parte de sua audiência vem do Google
Jeffrey Katz, presidente-executivo do Wize Commerce, que diz que boa parte de sua audiência vem do Google
 
Uma explicação veio através de uma conexão pessoal, que conseguiu que um engenheiro do Google investigasse a questão. O problema, como soube Kahlow, era que as páginas estaduais do site também tinham informação sobre os candidatos nacionais.
 
Para o algoritmo do Google, conteúdo duplicado em um site sugere um atalho obscuro para tentar fazer o site parecer maior do que é.
 
Kahlow consertou isso e o Vote-USA.org saiu da lista negra do Google. Mas, nesta última eleição, ele ficou atento, temendo que o Google promovesse sua própria ferramenta de orientação sobre onde votar e amostras de votos, como seu site oferece.
 
"Tenho certeza de que eles sabem o valor que está sendo gasto em política e tenho certeza de que gostariam de levar um pedaço do bolo", disse Kahlow.
 
OUTROS CASOS
 
No início do ano passado, pequenos sites de notícias de todo o país desapareceram do Google e seu público despencou.
 
"Não houve explicação do motivo ou um lugar onde você pudesse buscar mais informação", diz Hal Goodtree, editor-chefe do CaryCitizen, um site de notícias locais em Cary, na Carolina do Norte.
 
O Google não compete com sites como esse na laboriosa tarefa de relatar notícias locais. Mas Lance Knobel, um fundador do Berkeleyside, um site de notícias em Berkeley, na Califórnia, diz que sites como o dele competem com o Google por publicidade local.
 
Enquanto a companhia reforça o Google Plus Local, sua listagem de empresas locais e serviço de resenhas, Knobel diz que a máquina de buscas do Google poderá predudicá-lo. Uma pessoa que busca informações sobre uma empresa local pode ser conduzida para o Google Plus Local, em vez do Berkeleyside, diz.
 
Falando em uma conferência em outubro, Larry Page, um dos fundadores do Google, abordou a questão da concorrência com outras empresas da web. "Essa é sempre uma questão difícil", respondeu.
 
Mas não é nova. Ele mencionou o Google Maps, em 2005. "Naquela época, tivemos o mesmo tipo de críticas", disse. "Como: 'Oh, já existe o MapQuest'. Alguém já ouviu falar nele? Ninguém mais o usa."
 
Hoje, o MapQuest tem a metade do número de visitantes mensais do Google Maps, segundo a comScore.
 
O objetivo principal do Google, sugere Page, é o constante aperfeiçoamento de seu produto, o que significa acrescentar serviços que coletem e analisem dados mesmo que algum concorrente possa sofrer.
 
O Google afirmou isso insistentemente para os reguladores, porque, em um processo antitruste, o benefício do consumidor tem grande peso.
 
Mas isso é um subterfúgio para concorrentes como o Nextag, que mudou sua estratégia para ser menos vulnerável ao que considera uma incursão do Google no comércio. O plano revisado, diz Katz, "nos dá a oportunidade de ser uma empresa muito mais saudável".
 
 
 
 
 
LOHR, Steve; MILLER, Claire Cain; Para sobreviver, sites adaptam-se às exigências do Google. DO "NEW YORK TIMES". Tec. Disponível em

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O poder das redes sociais

Estudos reabrem debate sobre o impacto de redes sociais na vida das pessoas

Por: ALEXANDRE ARAGÃO
DE SÃO PAULO
 
Qual o impacto das redes sociais na vida das pessoas? Elas nos aproximam ou nos afastam?
A discussão, que mobiliza acadêmicos desde que Orkut e Facebook se tornaram populares, ganhou novos capítulos recentemente, com o lançamento de dois livros de teorias opostas.
 
De um lado estão o sociólogo Barry Wellman, da Universidade de Toronto, e Lee Rainie, diretor do instituto Pew. Eles são autores de "Networked: The New Social Operating System" ("Em Rede: O Novo Sistema Social", sem edição em português), no qual defendem que esses sites são elementos de união.
 
Do outro lado, Andrew Keen, historiador, empreendedor pioneiro do Vale do Silício e autor de "Vertigem Digital" (Zahar, R$ 44,90), no qual procura explicar por que as redes sociais estão "dividindo, diminuindo e desorientando" seus usuários.
 
"REVOLUÇÃO TRIPLA"
 
Wellman e Rainie recorrem a pesquisas sobre o uso de tecnologia nos EUA, produzidas pelo instituto Pew, para argumentar que a sociedade está ficando mais integrada por três fatores, que eles definem como "revolução tripla".
 
Divulgação
O sociólogo Barry Wellman, professor da Universidade de Toronto e coautor de "Networked" ao lado de Lee Rainie
O sociólogo Barry Wellman, professor da Universidade de Toronto e coautor de "Networked" ao lado de Lee Rainie
 
O primeiro, do qual a web é peça-chave, é a substituição de grupos sociais coesos por redes interligadas entre si por vários indivíduos.
 
"No passado, as pessoas tinham círculos sociais pequenos, fechados, nos quais familiares, amigos próximos, vizinhos e líderes comunitários formavam uma rede de proteção e ajuda", escrevem os autores. "Este novo mundo de individualismo conectado gira em torno de grupos mais soltos e fragmentados que oferecem auxílio."
 
Segundo eles, completam essa "revolução" o aumento do acesso à banda larga e o uso disseminado de smartphones e tablets.
 
"Dizem que as redes sociais desagregam, mas não há nenhuma evidência sistemática de que isso esteja, de fato, ocorrendo", afirma Wellman, em videoconferência com a Folha.
 
Divulgação
O historiador Andrew Keen, autor de "Vertigem Digital"
O historiador Andrew Keen, autor de "Vertigem Digital"
 
PRISÕES DE LUXO
 
Já Andrew Keen utiliza como alegoria de sua tese uma prisão do castelo de Oxford que foi transformada em hotel cinco estrelas. Nela, um átrio central permitia que todos os prisioneiros fossem vigiados --hoje, as antigas celas viraram quartos luxuosos.
 
Para ele, assim são as redes sociais: parecem hotéis cinco estrelas, mas não passam de cadeias em que um preso vigia o outro constantemente. "Muito da minha conclusão foi derivado do meu próprio uso de redes sociais", afirma, por e-mail.
 
O uso que fazemos das redes sociais, diz, serve para nos manter ligados a nossas identidades virtuais, o que nos faz deixar de lado as reais.
 
Para Keen, uma frase de Sherry Turkle, professora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), resume sua opinião: "Entramos em rede porque estamos ocupados, mas acabamos passando mais tempo com a tecnologia e menos uns com os outros".
 
 
AS REDES EM USO
 
273
é o número médio de amigos que os brasileiros têm em redes sociais
 
91%
dos brasileiros com acesso à internet têm perfis em alguma rede social
 
69%
dos adultos que usam internet nos EUA têm perfis em redes sociais
 
92%
é para quanto sobe a porcentagem entre a população de 18 a 29 anos
 
Fontes: comScore, Ibope Mídia e Pew Research Center
 
 
 
 
 
ARAGÃO, Alexandre; Estudos reabrem debate sobre o impacto de redes sociais na vida das pessoas. DE SÃO PAULO. Tec. Disponível em
 
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A vez das Pequenas e Médias Empresas - PMEs

Vindo de encontro ao post (Cloud Computing amplia horizonte de negócios) publicado pelo Profº. Drº. Vivaldo José Breternitz em seu blog tecnologianavidadiaria.blogspot.com no qual comenta sobre as inúmeras possibilidades sobre o uso da cloud computing (computação nas nuvens), e a mudança de paradigma que as grandes empresas deverão adotar em suas políticas de TI.  Em contra partida abre espaço para as Pequenas e Médias Empresas - PME's se destacarem em seus ramos de negócios. Como de acordo com Andrade (Gente e Mercado, 2012) comenta:

Pequenas e médias empresas abrem oportunidades para segmento de TI

Por: Álvaro Andrade
Gerente Regional Norte/Nordeste IBM.
 
 
Uma das maiores forças motrizes da economia brasileira, o segmento representado pelas pequenas e médias empresas tem vivido um dilema: se por um lado o mercado, com consumidores ávidos por novos produtos e serviços, apresenta um imenso potencial de crescimento, por outro a falta de base tecnológica para suportar o crescimento e aumentar a competitividade dos negócios representa uma difícil barreira a ser transposta para atingir rapidamente um novo patamar de negócios.
 
Apesar disso, temos visto uma profunda mudança em curso que, se não permite ainda dizer que o dilema está totalmente equacionado, apresenta um horizonte extremamente positivo e animador. As PMEs têm saído em busca de ferramentas para equacionar a necessidade de crescimento versus a capacidade limitada para investir em complexas plataformas tecnológicas – até então disponíveis apenas para grandes corporações. Ao mesmo tempo, as gigantes do setor estão percorrendo a outra metade do caminho, adaptando ou criando um portfólio de soluções para atender à demanda desse mercado que, ainda emergente, já sinaliza ser um dos mais atrativos tanto por sua robustez quanto por seu crescente apetite por novas tecnologias.
 
A robustez do segmento pode ser mensurada pelo número de negócios, que já ultrapassa a casa dos seis milhões no Brasil, sendo quase um milhão deles localizados no Nordeste brasileiro, uma das regiões de destaque na abertura de PMEs. Estudos apontam que as oportunidades de Tecnologia da Informação (TI) nesse setor no Brasil significam algo em torno de US$ 5,6 bilhões em 2012.
 
O apetite por novas tecnologias ultrapassa a simples questão da sobrevivência num mundo global e impõe-se cada vez mais como fator de competitividade e de sustentabilidade dos negócios. Um exemplo das potencialidades de expansão da adoção de tecnologias é o varejo, onde 70% das empresas ainda carecem de ferramentas já disponíveis como CRM, fundamental para aprofundar o conhecimento e as relações com clientes, aumentando o poder de conquista e fidelização.
 
Outro exemplo são as soluções inteligentes aplicadas à logística e aos sistemas de transporte público, que podem representar um grande diferencial competitivo para as empresas. O roteamento mais racional, apoiado por modelos estatísticos sofisticados, pode se traduzir em redução de custos, conforto para os usuário e clientes, qualidade de vida para os funcionários e menos emissão de poluentes na atmosfera.
 
Fato é que, com o mercado mais maduro e, portanto, mais exigente, as empresas de pequeno e médio porte têm demandado tecnologias avançadas, mas que não comprometam a capacidade de investir na busca da excelência do seu produto final e na expansão da produção. Ou seja, soluções que suportem seu crescimento orgânico e sejam plataformas seguras para continuarem ganhando musculatura. Ao mesmo tempo, essas inovações tecnológicas precisam trazer embutidas soluções que atendam a outro importante anseio dos consumidores, a produção cada vez mais limpa e sustentável.
 
Para atender esse mercado em constante evolução, empresas que antes tinham como foco a criação de soluções com nível de complexidade apenas para grandes corporações redesenharam o mapa de prioridades e, neste novo traçado, se colocaram ao alcance das PMEs. Ganharam capilaridade, apostando tanto na ampliação do atendimento virtual quanto na presença física, seja montando estruturas próprias por meio de expansão geográfica ou buscando parcerias com empresas das localidades onde as demandas se mostram atrativas.
 
Atenta às peculiaridades do setor, as empresas “empacotaram” soluções sob medida, integraram softwares, desenvolveram equipamentos, formaram equipes específicas para atender o segmento, abriram linhas de financiamento e colocaram suas estruturas físicas e seus produtos à disposição dos clientes. A integração de sistemas possibilitou agilidade na tomada de decisões e sinergia de processos, reduzindo custos de produção e gerenciamento, ao mesmo tempo em que abriu espaço para novos insights em relação ao mercado.
 
"A possibilidade de armazenamento e acesso remoto de dados e de sistemas de informação, compartilhando infraestrutura das grandes empresas, já há alguns anos decretou a derrubada das paredes dos grandes ‘CPDs’, cujos gastos com espaço físico e manutenção do ambiente eram incompatíveis com o porte das pequenas empresas. A novidade ainda possibilitou a adoção de práticas sustentáveis como a redução do consumo de água e energia elétrica."
 
Nesta nova realidade, em que outras fronteiras vêm sendo desbravadas, as inovações chegam ao mercado moduladas para atender clientes de diferentes portes, eliminando as barreiras tecnológicas entre grandes e pequenos, quando se trata de obter eficiência e produtividade com custos acessíveis.
 
O modelo de cloud computing, ou a computação na nuvem, por exemplo, tem tudo para levar sofisticação às soluções tecnológicas para as pequenas e médias empresas. As PMEs passam a ter um horizonte favorável para crescerem, apoiadas por tecnologias de ponta que suportem seus processos e alavanquem seus negócios.
 
 
 
 
 
 
ANDRADE, Álvaro; Pequenas e médias empresas abrem oportunidades para segmento de TI. Gente e Mercado. 2012. Disponível em



 
 

Serviços de localização = Mina de ouro!!!

Nokia anuncia novo serviço de mapas, aplicativo para iPhone e parceria com Mozilla

Por: BRIAN X. CHEN
 
A Nokia ainda não encontrou seu caminho para uma virada bem sucedida no mercado de smartphones. Enquanto isso, a empresa tenta colocar seus tentáculos em aparelhos rivais por meio de seus mapas, que podem ajudar a empresa a melhorar seu serviço.
 
A empresa disse nesta terça-feira (13) que, nas próximas semanas, lançará um aplicativo de mapas chamado Here na App Store, da Apple. Será um download gratuito para donos de iPhone, iPad e iPod touch. A empresa ainda afirmou que disponibilizará um kit para programadores desenvolverem para Android aplicativos que usem mapas da Nokia. E ela está formando uma parceria com a Mozilla para criar recursos de localização para seu novo sistema operacional, o Firefox OS.
 

Reprodução
Here, novo serviço de mapas da Nokia
Here, novo serviço de mapas da Nokia
 
A Nokia enfatizou o poder e a eficácia de seu banco de dados de mapas, que tem informações sobre 200 países, em um esforço para distinguir os seus novos smartphones Lumia dos competidores. Quando o novo sistema de mapas da Apple demonstrou ter falhas embaraçosas, a Nokia publicou um artigo em um blog que comparava seus mapas aos da Apple e aos do Google e, claro, concluía que os da Nokia eram os melhores.
 
Stephen Elop, executivo-chefe da empresa, disse em uma entrevista que, para garantir que sua plataforma de mapas permaneça competitiva, ela precisa de muitos usuários. Quanto mais pessoas procurarem rotas ou locais em seus mapas, mais inteligente o sistema fica. E a Nokia pode ainda criar recursos de localização exclusivos para os aparelhos Lumia, disse Elop.
 
Se o aplicativo de mapas da Nokia para iPhone for lançado em breve, a empresa poderá levar uma vantagem em relação ao Google. O antigo aplicativo de mapas da Apple usava dados do Google, e agora o Google está desenvolvendo o seu próprio aplicativo de mapas para iOS.
 
A Nokia também anunciou que chegou a um acordo para adquirir a Earthmine, um empresa de mapas baseada em Berkeley, na Califórnia, especializada em mapas tridimensionais que mostram imagens do nível da rua. Ela espera concluir o acordo até o final do ano. Doug Dawson, um porta-voz da Nokia, recusou-se a dizer quanto a empresa estava pagando pela Earthmine.
 
 
 
 
CHEN, Brian X.; Nokia anuncia novo serviço de mapas, aplicativo para iPhone e parceria com Mozilla. DO "NEW YORK TIMES". Tec. Disponível em